domenica 24 aprile 2011

sabato 23 aprile 2011

Quadrinhos em esperanto

Eis uma tirinha que fiz em 28/04/01, no dia do meu aniversário, em homenagem a uma pessoa «especial»:


Quem for esperantista entenderá a mensagem!

venerdì 22 aprile 2011

Mal-amado

Outrora um garção português esperantista chamado «Vesperto», aliás muito antipático, disse que sou mal-amado. Então ele acertou, pois fui mal-amado.

Espécie de precognição minha?

Na quarta-feira sucedeu-se algo interessante.

Estava a esperar ônibus para vir para casa e uma pessoa com muletas estava mexendo num bolso. Eu escutei os tilintares de moedas.

Então acabei por me lembrar de alguém que outrora distribuíra uns folhetinhos com alguma mensagem tirada da Bíblia. Isso ocorreu há alguns anos atrás.

Pois bem, após embarcarmos no ônibus, a pessoa começou a falar e eu a reconheci pelo que falava: da mesma maneira que há uns anos atrás!

Começou a falar como falara e até me ofereceu um dos folhetinhos, o qual recusei. Poderia tê-lo pego, gratuitamente, mas não o fiz. Na noutra oportunidade eu pegara folheto e dera à pessoa uma pequena contribuição. Mas desta vez foi diferente. Aliás, poucos contribuíram.

Bem, será que aquela pessoa não era um anjo ou o próprio Deus a nos testar? Se sim, então será preciso mudar a abordagem, pois aquela não "cola" mais.

Quem são esses que me interpelam?

Não sei quem são esses que me interpelam quando estou amolado com algo.

Foram mandados por Deus? Ou por algum anjo, se é que os próprios não são anjos ou o próprio Deus? Bem, deveriam ser mais sutis, se é o caso. Pois não há nada que possam fazer por mim.

Como disse há não muito tempo: deuses, demônios e anjos, fiquem à vontade, pois sou sòmente uma testa-de-ferro, uma marionete, um títere. Divirtam-se!

Preferiria estar em ambiente de trabalho a estar em casa

É, é ruim ficar em casa angustiado. Melhor é quebrar a cabeça com desafios de programação. Ao menos a mente fica concentrada nalgo.

Não posso mais me preocupar...

Não controle mais horários, se me pagam ou não o que me devem, se me enganam.

Fiquem à vontade para me fazer de bobo. Sou um bobão mesmo.

Lembrei-me de texto que escrevi sobre o esperanto

25 de novembro de 2.006

Esperanto: que é isso?

    De vez em quando, se não muitas vezes, ouve-se, ao falar-se sobre esperanto, o seguinte: «Pensei que fosse uma língua morta.», «Nunca ouvi falar sobre isso.», «Mas afinal de contas, alguém fala isso ainda?». Então temos que esclarecer que se trata de um idioma vivo e com milhões de falantes em todo o mundo.

    O idioma esperanto, inicialmente denominado «lingvo internacia» (pronuncie-se «lingvo internatsía») (língua internacional) foi criado com o propósito de servir de meio de comunicação entre humanos que se comunicam por meio de idiomas naturais diversos. Além disso, há um ideal interno, digamos assim, que contém a idéia de fraternidade entre os homens: o uso de algo comum e neutro sem a imposição da cultura e idioma de um sobre o outro. Eis a chave da boa compreensão e respeito a outras pessoas. Além do que saber esperanto é ter acesso a culturas diversas que de outra maneira seriam difíceis de serem conhecidas por meio de português, no nosso caso.

    Pode-se argumentar o seguinte: mas para quê aprender esperanto se inglês já é uma espécie de idioma internacional? Bem, convenhamos que inglês é aparentemente universal e que se se alastrou muito se deveu a razões históricas: primeiramente supremacia de império britânico, que entrou tarde em partilha do mundo e já com vantagens devidas à Revolução Industrial que justamente iniciou-se em tal país; posteriormente à influência norte-americana sobre paises diversos. Eis as razões porque idioma inglês é bastante difundido e não por ter alguma vantagem excepcional sobre outros idiomas.

    Entretanto usar-se inglês não é estar em condição de igual para igual quando um dos falantes tem tal idioma como pátrio, enquanto outro não o tem, devendo aprendê-lo a duras penas, diga-se de passagem. Ou seja, há custos em termos de tempo e dinheiro. E muitas vezes só se aprende a balbuciá-lo.

    Agora vejamos quais são as vantagens de aprendizado de esperanto: neutralidade, facilidade maior de aprendizado por ser idioma regular (diga-se de passagem, que não se aprende idioma qualquer por «osmose» e sim por costume de uso), valor propedêutico. Aprender esperanto ajuda a melhor compreender-se idioma pátrio e até facilita aprendizado de outros.

    De longe o idioma esperanto é o mais bem sucedido e famoso dentre os idiomas planejados. Existiram e existem outros idiomas planejados. Entretanto nenhum deles pode concorrer com esperanto: há milhares de obras originais, em poesia e prosa; milhares de outras traduzidas para esperanto; há textos técnicos relativos a diversas ciências, técnicas, artes etc. Há uma vasta literatura à nossa disposição.

    O esperanto foi criado em 1.887 por Lázaro Luís Zamenhof, médico polonês nascido em Bialistok, cidade da atual Lituânia. Em tal cidade falavam-se diversas línguas e as incompreensões eram muitas. Ainda jovem, percebeu Zamenhof os problemas que isso causava entre os habitantes de sua cidade. Sendo poliglota, pois era bom conhecedor de latim, grego, francês, alemão, inglês, polonês etc, foi-lhe relativamente fácil conceber um idioma planejado. Relativamente, pois na verdade desenvolver um idioma planejado é um trabalho hercúleo para uma só pessoa.

    Já em 1.878 uma primeira versão aparece do idioma internacional neutro. Entretanto por motivos diversos não quis seu criador imediatamente divulgá-lo. Esperou-se até 1.887 para que se o fizesse. Inclusive existe um pré-esperanto, uma forma anterior ao esperanto «clássico», como é conhecido atualmente. Tratam-se de criações geniais do mestre Zamenhof.

    Conta-se, inclusive, que ele, para não se expor diretamente, adotou o pseudônimo «Doktoro Esperanto» (doutor Esperanto). Em esperanto, «esperanto» significa «aquele que espera», «aquele que tem esperança». E ele era um homem que tinha esperança num mundo melhor e fraterno. Ao publicar seus primeiros manuais, seu pseudônimo ficou associado à «lingvo internacia» e então foi adotado como nome do idioma.

    Basicamente o idioma possui dezesseis regras gramaticais. Por exemplo, todos os substantivos terminam em «o» e todos os adjetivos terminam em «a». Em «lingvo internacia», «lingvo» é substantivo e significa «língua» ou «idioma» e «internacia» é adjetivo, significando «internacional».

    Também é um idioma totalmente fonético. Há uma correspondência biunívoca (ou seja, um-para-um) entre sons e morfemas. Por exemplo, «s» sempre tem mesmo som onde quer que se encontre: «taso» (xícara) (pronuncie-se «tásso»), silabo (sílaba) (pronuncie-se «silábo»). Seu alfabeto é composto por vinte e oito letras, dentre as quais cinco são vogais, duas semi-vogais e o restante são consoantes. Ei-las: a b c ĉ d e f g ĝ h ĥ i j ĵ k l m n o p r s ŝ t u ŭ v z.

    Vocabulário de esperanto é predominantemente de origem latina. Aproximadamente sessenta por cento de raízes são latinas. Trinta por certo tem origem anglo-germânica e o restante é de origem eslava e outras. Por ser predominantemente latino, há muitas palavras similares e até iguais às de português.

    Outra coisa que facilita muito é a total regularidade de conjugação dos verbos. Na verdade, não há conjugação, só tempos e modos. Por exemplo, se eu quiser dizer «eu farei», eu digo «mi faros»; se quiser dizer «nós faremos», digo «ni faros». Ou seja, muda-se apenas sujeito, mas a forma temporal ou modal de verbo mantêm-se inalterada. Isso muito facilita as coisas, não é verdade?

    Mais uma coisa que torna tudo mais fácil é que todas as palavras com mais de uma sílaba são sempre paroxítonas, ou seja, acento tônico cai sempre em segunda sílaba de direita para esquerda. Por exemplo, acentos de «Luno» (Lua), «stelo» (estrela) e «Universo» (Universo) caem, respectivamente, em «lu», «te» e «ver». É mais uma facilidade para aprendiz de esperanto, que em esperanto é «komencanto» (aquele que começa) (pronuncie-se «komentsánto» sem nasalar o «a», já que no idioma internacional neutro não existem sons nasais).

    Pois bem. Depois de toda essa apresentação, pode-se perguntar o leitor: tudo bem, muito provavelmente é bem mais fácil aprender esperanto do que qualquer idioma natural; mas como poderei usá-lo na prática?

    Existem no Brasil dezenas e dezenas de associações esperantistas. Nelas promovem-se cursos, eventos, encontros etc. Pode-se por meio delas adquirir-se livros, revistas, discos de música etc. Existem também os congressos anuais e os universais. Por exemplo, o último congresso brasileiro de esperanto ocorreu em Campinas e o congresso universal de esperanto de 2.002 sucedeu-se em Fortaleza. Ali reuniram-se muitas pessoas das mais diversas terras, todos comunicando-se por meio de um idioma simples, regular, de aprendizado certamente mais fácil e neutro.

    Existem muitas revistas com periodicidade variada. Por exemplo, há a «Brazila Esperantisto», da Liga Brasileira de Esperanto. Há revistas para iniciantes como «Kontakto» e «Juna Amiko», editadas no exterior. E outras tantas.

    No Brasil o movimento esperantista é forte devido à adoção, por parte dos espíritas, do esperanto como idioma de trabalho. Isso em nada denigre o idioma. É muito louvável tal adoção. Outros movimentos religiosos adotam o esperanto como língua de trabalho, como por exemplo a Igreja Católica que tem transmissões em esperanto pela Rádio Vaticano e toda a liturgia de missa católica traduzida para o esperanto. É também um dos idiomas falados pelo Papa em suas mensagens de Natal e Ano Novo. No Japão existe uma religião chamada Oomoto que também se utiliza do esperanto para divulgar seus ensinamentos por todo o mundo. Na verdade, o esperanto é de todos e é de ninguém! («Esperanto estas ĉies kaj nenies!»).

    Existem cantores e bandas de música que cantam e compões em esperanto. No Brasil há o grupo «Merlin», de Belo Horizonte, por exemplo. E há diversas bandas européias, como «Persone», «Kajto» etc.

    Até já se fez filme em esperanto, no Brasil. Trata-se de filme denominado «Gerda malaperis» (pronucie-se «Guêrda mal-apêris», sendo que «Gerda» é nome de mulher). Tal filme é baseado em pequeno romance de mesmo nome criado para instruir esperanto a iniciantes. Foi feito em 2.006 e bastante anunciado em último congresso de esperanto, ocorrido na Itália, precisamente em Florença.

    Material para leitura e aprendizado não falta. Pode-se comprar em associações esperantistas ou encomendar-se à Liga Brasileira de Esperanto materiais como livros, revistas, discos etc

    Pode-se obter também muito material gratuito via Internet. Use-se um buscador qualquer e procure-se por palavras ou frases como: «esperanto» ou «história do esperanto» ou «o que é o esperanto?». Veja-se então a quantidade de páginas existentes. É material para toda a vida. Se você quiser saber sobre cursos de esperanto na Internet basta procurar por «curso de esperanto». Existem vários cursos de esperanto no Brasil, via Internet.



    Existem também bate-papos, por texto e voz, que permitem que se exercite o que foi estudado. Pode-se fazer isso por bate-papo de Startu.net, que é um dos melhores portais existentes totalmente em esperanto. Também se pode usar programas como MSN Messenger, Skype e Paltalk para conversas faladas e escritas.

    Enfim, há muitas possibilidades, para todos os gostos e estilos. Basta procurar. Material é que não falta!

    Aqui em nossa cidade, no bairro Cajuru, na Rua Miguel Caluf, nº 397 existe a «Casa do Esperanto de Curitiba», uma iniciativa particular e gratuita de divulgação do idioma, onde há reunião e aulas todos os sábados a partir das 15:00. Todos serão bem-vindos. Procure e faça bom proveito!

    Ĝis revido! [Djis revido!] (Até à vista!)

    Curitiba, 17 de dezembro de 2.006

    Alberto Cavassin Wójcik

     ¤

    Para finalizar, damos a seguir alguns endereços tanto convencionais como eletrônicos para que você leitor possa entrar no mundo do esperanto e ser um cidadão do mundo.

    Faça bom proveito!


    Editora Fonto
    Caixa postal 49
    C.E.P. 89.801-970
    Chapecó - SC
    fonto@redamp.com.br


    Liga Brasileira de Esperanto
    http://www.esperanto.org.br
    http://libroservo.esperanto.org.br
    bel-libroservo@esperanto.org.br
    Edifício Venâncio III, Salas 301 a 303, Setor de Diversões Sul CONIC, Brasília (DF)
    Caixa postal 03625 - CEP 70.084-970 - Brasília - DF
    Telefones: (61) 3226-1298
    Fax: (61) 3226-4446


    Paranaa Esperanto-Asocio [Associação Paranaense de Esperanto]
    Rua XV de Novembro, 556 (Galeria Lustosa)
    10º andar - Sala 1.001 - Curitiba - Paraná


    Endereços de páginas multilíngües na Internet:
    http://www.esperanto.org
    http://www.esperanto.net

É sempre a mesma coisa que ouço dos desentendidos

Sempre ouço o seguinte: «Mas o esperanto é uma língua morta.» e similares. Bah, que pessoal desinformado!

Se fosse morta eu não teria falado com suecos, italianos, alemães, espanhóis, portugueses, coreanos, japoneses, argentinos etc etc.

Tenho que aproveitar o ímpeto e escrever

É, pois como tudo que já fiz, abandonarei esse blogue.

Senti uma espécie de discriminação religiosa

Eis excerto de conversa que tive ontem, dia 21 de abril.
O texto foi editado para resguardar identidade de interlocutora minha e para eliminar erros diversos.
Não me considero ateu, mas já soube de bons católicos que dizem o mesmo que a minha interlocutora disse.

[21:15:35] {Alguém}: Qual é a sua religião?
[21:15:50] Qüik: Ex-católico.
[21:15:52] Qüik: Digamos.
[21:16:14] {Alguém}: Nossa, por quê?
[21:16:33] Qüik: Desiludi-me já quando era adoslescente.
[21:16:53] Qüik: E qual a tua religião?
[21:17:01] {Alguém}: Católica
[21:17:38] Qüik: Assídua?
[21:17:43] {Alguém}: Deus é tudo para mim.
[21:17:55] {Alguém}: Nem sempre vou à missa.
[21:18:02] {Alguém}: Mas faço minhas orações.
[21:18:28] Qüik: É o que importa.
[21:18:42] {Alguém}: Sim
[21:18:46] Qüik: Ir à missa para cumprir-se tabela não é legal.
[21:18:52] {Alguém}: Não.
[21:19:04] {Alguém}: Por isso que vou quando sinto vontade.
[21:19:34] Qüik: Bem, eu ia na porrada para a igreja.
[21:19:44] {Alguém}: Hum...
[21:19:46] {Alguém}: Nossa!
[21:19:50] Qüik: É.
[21:20:20] {Alguém}: Eu não
[21:20:30] Qüik: Que bom!
[21:20:30] {Alguém}: Íamos porque queríamos.
[21:20:43] {Alguém}: E agora não vais mais a uma igreja?
[21:20:44] Qüik: E continuas católica.
[21:20:49] Qüik: Não, não vou.
[21:20:53] {Alguém}: Sim.
[21:21:07] {Alguém}: Mas já fui em evangélica.
[21:21:16] {Alguém}: Se for convidada vou.
[21:21:16] Qüik: Ah, desiludiu-se?
[21:21:22] {Alguém}: Não.
[21:21:37] {Alguém}: Não tenho nada contra igreja nunhuma.
[21:21:48] Qüik: Nem eu.
[21:21:57] Qüik: O que tenho contra é contra os hipócritas.
[21:22:07] {Alguém}: Sendo assim se me convidarem pra ir a uma igreja evangélica eu vou.
[21:22:12] {Alguém}: Não que vou virar.
[21:22:20] Qüik: Ah!
[21:22:56] {Alguém}: Mas a gente não tem que ir à igreja pelas pessoas que a frequentam.
[21:23:14] {Alguém}: E sim para escutar a palavra de Deus.
[21:23:33] Qüik: Sim, é o que penso. Mas creio que não há necessidade de intermediários, por exemplo.
...
[21:26:21] Qüik: Mas creio que exista um Grande Arquiteto.
[21:26:21] {Alguém}: E sua mãe é católica?
[21:26:37] Qüik: É, mas já deixou de ir à igreja há um bom tempo.
[21:26:55] {Alguém}: Eu acredito em um Deus.
...
[21:27:17] Qüik: Parece-me que Ele existe.
[21:27:39] Qüik: Pelo que percebi por causa do meu interesse por ciências.
...
[21:27:54] Qüik: Formei-me em Física
[21:27:58] {Alguém}: Eu acredito em Deus.
...
[21:28:30] Qüik: A criação do Universo...
[21:28:36] Qüik: O mistério da Criação...
[21:29:00] Qüik: Não há explicações satisfatórias para o mistério da Criação.
...

[21:30:19] {Alguém}: Eu acredito no que está escrito na Bíblia.
[21:30:31] Qüik: Ao pé da letra?
[21:31:11] {Alguém}: Como assim?
[21:31:21] Qüik: No que está escrito como está escrito?
[21:31:22] {Alguém}: Acreditar eu acredito.
[21:31:31] {Alguém}: Sóo não cumpro.
[21:31:55] {Alguém}: Todo o mandamento...
[21:32:06] {Alguém}: ao pé da letra.
[21:32:13] Qüik: Ah!
[21:32:25] Qüik: Há regras e dicas boas na Bíblia.
[21:32:30] Qüik: E há coisas ruins.
[21:32:35] {Alguém}: Sim.
[21:33:01] {Alguém}: E sigo o que a igreja prega.
[21:33:13] {Alguém}: Nunca li a Bíblia toda.
[21:33:15] Qüik: Um padre disse que não é para se ler o velho testamento.
[21:33:22] {Alguém}: Hum!
[21:33:29] {Alguém}: Nunca escutei isso.
[21:33:39] {Alguém}: Por isso que falo.
[21:33:43] Qüik: Disseram-me que um padre disse.
...
[21:34:24] Qüik: Mas acho que ele tem razão.
[21:34:31] Qüik: Ah, sim.
...
[21:35:55] {Alguém}: Cada um segue o que é melhor.
[21:36:05] {Alguém}: Eu só não fico com um rapaz ateu.
[21:36:16] {Alguém}: Porque não iria dar certo.
[21:36:21] Qüik: Ah!
[21:36:51] Qüik: Mas um ateu pode ser melhor do que um religioso.
[21:37:01] {Alguém}: Para mim não,
[21:37:08] {Alguém}: Creio em Deus
[21:37:30] {Alguém}: Ele já fez maravilhas na minha vida e na da minha família.
[21:37:54] {Alguém}: Nunca conseguiria viver com uma pessoa que não acredita em Deus.
[21:38:03] {Alguém}: Faço minhas orações.
...
[21:38:54] {Alguém}: Desculpa se falei algo errado.
[21:39:01] {Alguém}: Só falei o que eu penso.
[21:39:02] Qüik: Certo. Não há problema.
...
[21:39:41] Qüik: Cada uma faz como acha melhor. Sempre digo isso.
...

O filho preferido

Imagino que o sonho do meu pai fosse o seguinte: que os dois filhos dele o visitariam com os netos e noras, para almoçar nos domingos.

Bem, ficou no sonho para sempre. Eu e meu irmão somos os últimos da linha. Não pretendemos ter filhos. Para quê? Para se incomodar, se preocupar. O imperativo biológico da reprodução é muito fraco em mim.

Bem, ele teve o apoio do filho mais novo, o preferido. Como disse outrora para a minha mãe e que eu escutei, para a minha desgraça e infelicidade:  «Eu prefiro o mais novo.»

Preferiu e teve o apoio do meu irmão, do filho mais novo, mas não teve o meu apoio. Lembro-me que a minha mãe dissera então ao meu pai: «Que coisa errada!»

É, que coisa errada. E ainda vinda de um católico que não faltava um domingo à missa. Que hipócrita! Eu ia para a igreja a contra-gosto, na porrada. Lembro de uma vez em 1.983 que apanhei e depois fui à igreja, certamente a contra-gosto.

É, eu fui o filho de reserva. Gostaria de que ele tivesse que escolher entre um ou outro numa situação de morte. Bem, eu pereceria, provàvelmente. Seria bom para mim. Eu estaria livre.

Estou a escrever este texto com raiva. Melhor ficar com raiva do que com angústia.

O tempo está a passar mui ràpidamente para mim.

Que bom que sinto assim a passagem do tempo.

Daqui a pouco estarei velho e mais próximo do fim.

Então ficarei livre, pois preciso me libertar.

Morena Moreninha

Março de 2.011

Morena Moreninha, hoje eu te vi, tão linda! É sempre bom ver a tua graça.

De vez em quando associo alguém a alguma música. Uma diz o seguinte: «Like a flame, you touch my life, fell so good, fell so right. [...] I will remember how I love you so.»

Noutro dia vi um casal de namorados: o rapaz era alto e branco e a moça era duplamente morena como ti. Estavam felizes: um segurava as duas mãos do outro e se olhavam. Lembro-me da moça estar feliz e sorridente e pensei em ti naquele momento. Foi inevitável, não posso evitar.

É bom apaixonar-se, é muito bom amar. Quantos amores não-correspondidos uma pessoa tem em sua vida? Lembro-me de algumas pessoas a quem deveria ter dado uma chance, uma esperança. Bem, era eu um tolo então.

Penso em ti quando estou a ir para trabalho. E quando estou a vir para casa.

Às vezes penso no porquê tive eu que cair no teu encanto. Não me considero racional, sou emocional. Não me considero bonito ou inteligente. Sou só excêntrico. E me imagino sòzinho daqui a algum tempo com minhas reminiscências: um velhinho nostágico. Parece que é meu destino. Bem, do mundo nada se leva, exceto talvez as memórias. Bem, espero que não, pois gostaria de esquecer tudo, de bom e de ruim, de zerar minha memória. Bem, quem sabe isso aconteça quando reencarnamos, se tal se sucede. Talvez precise viver outra vida para ser feliz.

Ainda não sei o teu nome e muito provàvelmente jamais o saberei. Sempre me lembrarei da última coisa que te disse: «Desculpe-me por tê-la incomodado!». Tu ficaras brava comigo sòmente por tentar eu falar contigo, de querer conhecer-te. Desculpa-me por tê-la amado.

Lembro-me da primeira vez que te vi. Foi numa sexta-feira de janeiro. Fiquei dalguma forma imediatamente por ti atraído. Tu estavas acompanhada por tua amiga ou colega de trabalho. Lembro-me bem. Tu estavas linda com teus lindos cabelos negros, cacheados e longos, soltos, até a cintura. Tu estavas com uma blusa branca de mangas compridas e com gola alta e por cima um coletinho. Usavas sapatilhas rosas e calças jeans. Achei-te formosa e bela. Senti-me imediatamente atraído por tua beleza, por tu seres duplamente morena, de cabelos e de pele, uma linda pele amorenada.

Não posso evitar de pensar em ti. Às vezes fico triste, às vezes fico alegre. É, creio que sempre será um amor platônico e nada mais. Não sei até quando ele durará. As boas lembranças de ter gostado de ti certamente durarão para sempre. Ao menos tu sabes que eu gostei de ti. Eu tentei, eu quis conhecer-te. Não tenho do que me arrepender. Eu tentei, pois tive o ensejo e o aproveitei. Tu mesma mo deras. Tu te sentaras à minha esquerda e depois à minha direita. Considerei, erroneamente, que quisesses tu que eu falasse contigo. Que engano! Mas eu tentei, eu quis conhecer-te. E tu não quiseras me conhecer.

Devaneei coisas contigo: tu serias o meu projeto de vida, um propósito para a minha existência. Gostaria de te lapidar, de te transformar num lindo diamante. de te admirar, de te ensinar coisas, de te ver sorrir para mim. Tu serias a minha musa. Seria eu muito feliz contigo. E te faria feliz.

Imagino-te junto a mim, olhos nos olhos e eu a dizer «Minha moreninha bobinha!» e tu a sorrires para mim. Ou então «Amore mio!». Que linda! E eu a tocar teu narizinho.

Penso em ti não como uma paixão de adolescente, mas como algo serenante para a minha alma. Até quis ficar com raiva de ti, odiar-te, mas não o pude fazer. Certamente é melhor amar do que odiar. Sei que tu não gostas de mim, mas não faz mal. Eu te amo desde a primeira vez que te vi. Fiz questão de que tu soubesses sobre isso e quando tive uma oportunidade eu me declarei a ti sem dizer uma única palavra. E posteriormente tentei falar contigo, quis conhecer-te. Bem, eu tentei.

Provàvelmente tu jamais lerás este texto. Bem, nunca se sabe. Mas eu fico feliz de tê-lo escrito. E de tê-lo reescrito.

Felicidades, Morena Moreninha! Espero sinceramente que sejas e estejas feliz. E que tenhas uma vida bela e próspera!

Mas preciso libertar-me, desvencilhar-me. Então irei avante! Ciao, altro amore mio!

De alguém que te amou,

Eu

À procura por Paula

Fevereiro de 2.010
    À procura de Paula
    A procura por Paula
    Paula, onde estás?

    Ao assistir a alguns episódios da série «Anos incríveis» em fins de fevereiro de 2.010, lembrei-me de alguém que há muito tempo conheci e por quem me apaixonei: Paula.

    Paula, que usava colante, minissaia e tênis. Paula, que tinha cabelos pretos compridos. Paula de olhos castanhos. Paula, pela qual fiquei imediatamente apaixonado.

    Lembro-me que tu quiseras jogar bilhar comigo e com outra pessoa em salão de jogos de antiga e não mais existente Associação Banestado de Caiobá. Lembra-te? Lembro-me de que foras tu quem tomaras a iniciativa de falar comigo e com a outra pessoa. Lembro-me do teu olhar, Paula. Lembro-me que me declarei a ti, Paula, mais de uma vez como jamais voltei a fazê-lo. Lembro-me de estar sentado a olhar-te fixamente nos teus olhos. Lembro-me de que noutra ocasião tu estavas a jogar pingue-pongue e eu então te dissera que iria embora em certo dia. Lembro-me de ter-te visto outrora, de dentro de um automóvel de nossa família, nas proximidades do aeroporto do Bacacheri, em Curitiba. Isso tudo ocorreu em verão de 1.983, há muito, muito tempo atrás. Após quase vinte e oito anos, lembrei-me de ti, Paula. Bem, antes tarde do que nunca, como se diz. Passou-se muito tempo e agora tudo veio à tona. Onde estás, Paula? Parece que foi ontem que te vi, que te amei.

    Tu foras a minha primeira grande paixão. Será que, após todo esse tempo, haveria novamente aquela fixação e paixão imediatas de um pelo outro? Bem, nunca se sabe. Fomos sinceros uma para com o outro sem dizer uma palavra sequer.

    Tais lembranças deixam-me ao mesmo tempo feliz e triste. Feliz porque foi algo que jamais sentira eu até então. E que jamais esquecerei. Triste por ter te perdido, Paula. Nunca sentira e jamais senti algo tão intenso por alguém, exceto por ti.

    Mal nos conhecemos, mas eu verdadeiramente te amei. Penso se tu não serias a minha «alma gêmea». Será que te reencontrarei algum dia para que seja eu feliz? Para que tu sejas feliz? Nesta vida? Noutra?

    Paula, por onde tu andas? Que fazes? És casada? Tens filhos? És feliz? Espero sinceramente que sejas e estejas feliz. Espero encontrar-te novamente nesta vida. Tu me evocas boas lembranças dos meus treze/catorze anos. Muito obrigado, Paula. Foi uma grande pena o desencontro. E continua a ser. Eu tentei, eu me declarei, eu me expus a ti. Deveria ter insistido mais e mais. Deveria ter te dito onde eu morava ou ter te dado meu número de telefone. Mas que burro! Estava a pensar eu o quê? Será que não os dei a ti? Creio que não. Ou será que sim? Mas eu fiz uma tentativa, eu me declarei, eu te disse que te amava. E disse que tu me amavas. Tu ficaras quieta, olhos nos olhos. Que lembrança!. Nunca fora eu tão espontâneo e sincero com alguém como contigo.

    Tudo talvez poderia ter sido muito diferente para mim e para ti. Lembro-me de ti com muito carinho. Talvez tenha sido um «namorico» de verão, mas para mim foi muito intenso e agora lembro-me de tudo como se fosse ontem!

    Paula, talvez tu não te lembres de nada disso, mas ficaria eu feliz de saber que tu te lembras ou lembraras de mim. Onde estás? Achar-te será difícil, mas nunca se sabe o que o destino pode aprontar. Talvez noutra vida. Ou nesta mesmo.

    Felicidades, Paula! Espero que estejas bem e que sejas feliz. De alguém que lembra de ti com carinho, amor e saudades.

    Beijos!

    Beto
Agora há pouco, às 10:58, estava para falar para alguém que escreveria um texto a ela dedicado. Não lhe falei. Fiquei triste pois a pessoa me ignorou e tornou-se invisível a mim.

Não há problema se não se quer falar comigo. Sei que sou um chato, um xarope. Então falo com meus botões.

Vario mais do que a Lua!

omo sempre digo a mim mesmo em quatro idiomas:

Amanhã será um outro dia.
Morgaŭ estos alia tago.
Domani sarà un altro giorno.
Tomorrow it will be another day.

Há dias nos quais estou alegre, noutros triste, noutros angustiado. Mas sempre melhoro ou pioro no dia seguinte. Vario mais do que a Lua.

Já me disseram que sempre fui tristinho. É, é verdade, concordo. Faz parte da minha natureza.

Bem, finalmente criei um blogue.

Olá!

Eis um blogue meu. Fora já incitado a criar um, mas sempre ia postergando sua criação.

Bem, espero poder organizar minhas reflexões por meio de textos escritos. Como gosto de digitar e como sou um bom datilógrafo, modéstia à parte, então para mim será isso divertido.

Pretendo postar textos não só em português, mas noutros idiomas. Talvez bilíngües. Ou trilíngües, embora me considere um bisonho com relação a italiano e inglês. Preciso treinar mais como o fiz com relação a esperanto.

Postarei também textos que enviei a Orkute e Facebook. Então as datas de postagens de tais textos não refletirão quando tais textos foram criados. Todavia serão indicadas as datas de criação de tais textos.

Ah, mais uma coisa: não espero que ninguém leia minhas postagens. Não espero mais reconhecimento, interesse, gratidão etc. Também não pedirei a outrem para que leia as minhas postagens.

Bem, é isso!

Fica bem sempre!

Obrigado pela atenção!